Se você achou caro o Nintendo Switch 2 chegando a US$ 499, prepare o coração: a próxima geração pode custar o dobro disso.

O analista Mat Piscatella, uma das vozes mais respeitadas do mercado de games, declarou que os consoles da próxima geração podem facilmente ultrapassar a barreira dos US$ 1.000. A afirmação vem em um momento delicado para a indústria, onde os reajustes de preço já são realidade nesta geração — Sony aumentou o PS5 em até US$ 150 recentemente, e a Nintendo acaba de confirmar alta no Switch 2 a partir de setembro.

Por que os preços estão subindo?

A resposta está em dois fatores principais: o aumento no custo de chips de memória RAM, impulsionado pela explosão da demanda de inteligência artificial e data centers, e as tarifas comerciais que afetam a cadeia de produção de eletrônicos globalmente.

A tendência quebra um padrão histórico da indústria. Por décadas, consoles ficavam mais baratos com o tempo — hoje, fabricantes estão reajustando preços durante o ciclo de vida dos seus aparelhos, algo praticamente inédito até poucos anos atrás.

O que esperar?

Ainda é cedo para falar em datas ou especificações da próxima geração, mas o alerta de Piscatella serve como um sinal claro: o mercado de consoles está mudando estruturalmente. A pergunta que fica é se o público estará disposto a pagar quatro dígitos por um videogame — e o que isso significa para a acessibilidade do hobby que todos nós amamos.